quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Elaborar relatórios


Aqui vos deixo um gigantesco auxiliar de trabalho. Não foi totalmente elaborado por mim, a maior parte do trabalho é de uma professora da nossa escola.

Elaborar relatórios

Nas mais diversas situações da comunicação social falada e escrita já leu ou ouviu alguém dizer que foi pedido um relatório sobre determinada ocorrência. É usual, por exemplo, pedir um relatório na sequência de um determinado acidente ou na sequência de uma situação problemática com graves consequências, assim como é normal que determinada comissão de inquérito, no âmbito, por exemplo, da Assembleia da República, elabore um relatório onde apresenta os resultados das suas investigações.

No âmbito das aulas, os alunos e alunas podem ser convidados a usar esta estratégia.

O relatório deve ser redigido de forma impessoal, num tempo verbal passado e indicar com clareza todo o desenvolvimento do trabalho, todas as observações, conclusões e críticas. No entanto quando, por exemplo, estamos a relatar uma visita ao MNAA que tinha como objectivo: a aula em contexto de museu: confronto com a obra de arte, é importante a parte emocional e as ligações para além do óbvio...isto sem cair em situações de os fantásticos Paineis de S. Vicente ou a fabulosa Custódia de Belém.

A redacção de relatórios é um trabalho que parece perfeitamente adequado e legítimo, por exemplo, na sequência das viagens de estudo, ou na sequência do visionamento de um filme. Mas a sua realização pode também ser solicitada a partir das próprias aulas, uma vez que pode ser apresentado e elaborado a partir de uma sequência de aulas em que foi tratada determinada matéria ou abordado determinado tema.

O relatório feito a partir de uma sequência de aulas pode ser realizado individualmente ou em grupo.

Apresentaremos em seguida três possíveis tipos de plano de relatório para:

a) viagem de estudo;

b) visionamento de filme;

c) sequência de aulas ou uma só aula.


Plano de relatório de visita de estudo

1. Introdução

Local ou locais visitados;

Data da visita;

Horário;

Meio de transporte;

Turmas participantes;

Professores acompanhantes;

Responsáveis pela organização.

2. Desenvolvimento

Objectivos da visita de estudo;

Relacionamento dos temas de estudo (aulas) com os locais visitados;

Expectativas pessoais relativamente à visita;

Descrição objectiva dos locais visitados ou das actividades realizadas;

Aspectos considerados mais importantes, mais relevantes;

Grau de satisfação das expectativas pessoais;

Ambiente em que decorreu a visita (pontualidade, relações entre colegas, entre alunos e professores; clima de afectividade, convívio, maneira como foram acolhidos pelas instituições, etc.)

3. Conclusão

Opinião pessoal sobre a visita;

Aspectos que foram mais conseguidos e menos conseguidos;

Sugestões para ter em conta em futuras visitas.

4. Anexos

Fotografias;

Documentos preparatórios ou motivadores previamente distribuídos;

Documentos recolhidos durante a visita;

Inquérito de avaliação da visita de estudo;

Outros.


Plano de relatório de visionamento de filme

1. Introdução

_ Data do visionamento do filme;

_ Local;

_ Título do filme;

_ Realizador;

_ Ano de realização;

_ Personagens principais;

_ Motivação: razões do visionamento; ligação entre a temática das aulas e a temática do filme.

2. Desenvolvimento

_ Breve síntese da história;

_ Momentos do filme considerados mais importantes;

_ Momentos que têm mais ligação com a matéria das aulas;

_ Momentos do filme que originaram maior debate de ideias;

_ Síntese das ideias expressas no debate realizado após o visionamento;

3. Conclusão

_ Opinião pessoal ou de grupo sobre o filme;

_ Grau de satisfação das expectativas pessoais e do grupo;

_ Sugestões para futuras sessões.

4. Anexos

_ Ficha técnica completa do filme;

_ Críticas sobre o filme.


Plano de relatório após uma sequência de aulas/aula:

1. Introdução

_ Número de aulas abrangidas;

_ Data das aulas;

_ Matéria sumariada;

_ Nome dos textos de apoio distribuídos;

_ Justificação da importância do (s) tema (s) e estratégias de motivação usadas pelos professores.

2. Desenvolvimento

_ Estratégias usadas na abordagem dessa matéria:

_ Exposição do professor

_ Meios auxiliares usados;

_ Trabalho de grupo;

_ Debate;

_ Visionamento de filme;

_ Fichas de leitura de investigação e aprofundamento, realizadas pela turma.

_ Trabalhos de casa,

_ Outras...

_ Resumo da matéria tratada nas aulas;

_ Grau de satisfação das expectativas individuais ou do grupo.

3. Conclusão

_ Apreciação crítica do trabalho realizado por docentes e discentes:

Aspectos mais conseguidos

Aspectos menos conseguidos

_ Sugestões para melhoria do trabalho de professores e alunos.

4. Anexos

_ Textos de apoio distribuídos;

_ Fotocópias das fichas de investigação individual ou de grupo;

_ Fotocópias das sínteses dos trabalhos de grupo;

_ Outros.



Como elaborar um relatório de um trabalho


Num relatório deverão constar as seguintes partes:

  • Título - deve explicitar o assunto.
  • Identificação - nome do aluno ou dos alunos; identificação da turma

    Data
  • Índice – Identificar os capítulos em que o relatório se encontra organizado, bem como o número das páginas em que esses capítulos se iniciam.
    Introdução - deve indicar o objectivo do trabalho, qual o método utilizado; Enunciar de forma sumária o conjunto das etapas/fases em que o trabalho se dividiu. Identificar a estrutura do relatório.
  • Registo de observações - indicar o registo de todas as leituras e/ou observações efectuadas, podendo estas ser apresentadas sob a forma de tabelas.
  • Conclusões - referem-se as dificuldades encontradas durante a realização da experiência; se os resultados obtidos coincidem com os resultados esperados (com base nos conhecimentos teóricos registados na introdução) e, tiram-se as respectivas conclusões); discutem-se os resultados obtidos.
  • Bibliografia lista das publicações utilizadas, indicando, pela ordem referida, os seguintes elementos: identificação do autor (primeiro o apelido, em maiúsculas, e depois, os nomes); título da obra, editora; ano de edição; local de edição.
  • Anexos – Fotografias, textos, planos de trabalho, etc.

O relatório deve ter uma capa com a identificação da escola, do (s) autor (es) do trabalho, e respectiva turma; deve colocar-se o ano de realização do relatório. Este deve ter, também uma contracapa e, antes desta uma folha em branco; coloca-se, de igual modo, uma folha em branco a seguir à capa.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

David e Golias


Durante as escaramuças entre os Filisteus e o Rei Saúl (no séc. X a.c.....mais minuto menos minuto) um jovem pastor de nome David avança para fazer frente ao gigante Golias...e que estava do lado dos Filisteus. Munido de uma funda com um "golpe" certeiro atinge o gigante que cai inanimado. Resta-lhe decapitá-lo e mostrar a cabeça do gigante como um troféu.

Se alguém souber mais coisas sobre esta história...
já agora, o "menino" David cresceu e tornou-se...?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

TPC...


As imagens acima são reflexo de tempos e pensares de épocas distintas. Que diferenças e semelhanças conseguem encontrar?

Entendam esta reflexão numa perspectiva de Trabalho Para Casa e não de Trabalho Perdido em Casa!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Os sapatos de Van Eyck



Respondendo ao pedido de antigos alunos aqui vos deixo a reprodução do "Casamento dos Arnolfini" de Van Eyck, que se encontra na National Gallery (em Londres) e complementando um par de "sapatos" que se podem ver no Deutsches Historisches Museum (em Berlim).
Aproveitem as companhias lowcost, e partam à descoberta da história de arte... lembrem-se que a experiência dos lugares conduz ao conhecimento...para além de ser muito gratificante.
Qual será o significado do par de sapatos no quadro? Será Giovanni Arnolfini está a dizer a Giovanna Cenami que o facto de ser italiano e um banqueiro abastado lhe dá o direito de ser desarrumado? E ao fundo, no lado esquerdo temos laranjas ou maçãs? E a luz? Já repararam nela? Ela existe, não é?
Habituem-se a olhares demorados.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O palácio

Como vimos na última aula o Palácio assumiu uma posição central na vida renascentista. O palácio era o orgulho do seu proprietário que através de fartos banquetes e de saraus "recheados" por poetas, artistas e cientistas reflectiam não só a abastada situação financeira como o poder.

Olhando para a imagem conseguem perceber a estrutura subjacente à construção do palácio...mas não conseguimos adivinhar o pátio nem a loggia.

Porque é que o palácio tem um aspecto de fortaleza?

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

a propósito de natal


A propósito da quadra festiva gostava de vos lembrar duas ou três coisas... A celebração perde-se na noite dos tempos, muito antes do nascimento de Jesus Cristo. Ela marca o solstício de Inverno, um tempo em que a Terra se encontra calmamente repousando do trabalho que teve durante o ano (deve ser por isso que as notas do 1º período são sempre uma desgraça).
Ninguém sabe ao certo a data do nascimento de Jesus Cristo, mas sabemos que a data de 25 de Dezembro foi fixada pela Igreja de Roma por meados do século IV e foi buscar raízes a uma festa de Inverno romana (Saturnalia)...antes dessa data é provavel que a Natividade fosse celebrada a 6 de Janeiro, também conhecido como Dia de Reis e que marca o final da quadra natalícia.
Corrijam se estiver incorrecto.
P.S. Aqui ficam as ideias de presente pedidas pela Maria (12º) mas que servem para todos como desculpa para aquela tia que tem uma verruga no nariz não dar pela 16ª vez as famosas peúgas brancas com raquetas!
  • "A obra de Arte desaparecida" de Jonathan Harris (Presença) - a história verídica da descoberta de uma obra de Caravaggio que esteve desaparecida durante séculos
  • "A medida do mundo" de Daniel Kehlmann (Presença) -retrato de duas personalidades do iluminismo alemão, uma fábula sobre o Século das Luzes
  • "A Infanta e o Pintor" de Jean-Daniel Baltassat (Quetzal Editores) - A relação entre a Infanta Isabel de Portugal e o pintor Van Eyck

auxiliar de memória...

Aqui vos deixo um auxiliar de memória:
• O Humanismo: movimento cultural renascentista – filosófico, literário e artístico – que se interessa fundamentalmente pelo Homem, as suas características e potencialidades. Apoiou-se na cultura clássica que redescobriu e reinventou.

• O Individualismo: corrente doutrinal e prática que defende, para cada homem, a concretização das potencialidades e características próprias e sobrevaloriza o papel do indivíduo na evolução das sociedades e da História.