quarta-feira, 26 de setembro de 2007

uma passagem do livro que vos falei

Não resisto a deixar-vos aqui uma passagem do livro de Georges Duby - O Tempo das Catedrais, Lisboa: Editorial Estampa, 1978
(se aquela tia-avó que insiste em oferecer, no Natal, as peúgas brancas com raquetes cruzadas, ainda tiver dúvidas...)

"(...) Nas cidades de Itália, o progresso dos negócios fazia surgir uma sociedade nova. Desde há muito que as gentes da cidade tinham reduzido o clero urbano às suas funções litúrgicas e se tinham libertado do poder dos barões. Mas enquanto nas cidades francesas a comuna era só constituída por burgueses, aqui continuava a ser aristocrática. Os nobres haviam-na dominado nos primeiros tempos. No século XIII, contudo, nas cidades mais prósperas, a parte activa do povo disputava-lhes o poder e começava a suplantá-los. Em todo o caso, as barreiras entre a cavalaria e o comum eram ali muito menos altas do que em qualquer outro lugar. Baixaram mais ainda. Muitos nobres, obrigados a isso ou não, entravam nas sociedades de comércio, participavam no negócio e na banca, enquanto os patrícios burgueses adoptavam a maneira de viver deles, construíam torres, usavam armas e queriam entrar nas justas de cortesia(...)"p.173

estão a imaginar o burguês a tentar entrar nas "revistas do social" e o aristocrata a ir à bola e a comer bifanas? (quando vai ver o benfica janta no camarote!)

A RETOMA...ou o lento crescimento económico da Europa

Bom...isto hoje não tem "boneco" por questões técnicas...mas o próximo post já terá.


Já vimos que a Europa não era um lugar fácil para viver a seguir à queda do Império Romano (o do Ocidente)... mas pouco a pouco as condições foram melhorando

MELHORIA CLIMÁTICA + PROGRESSOS AGRÍCOLAS =PRODUÇÃO EXCEDENTÁRIA= DESENVOLVIMENTO DAS ACTIVIDADES MERCANTIS

Lembram-se da história "eu tenho 20 batatas, só preciso de duas..." que irá levar a:

  • Reaparecimento das feiras e entrepostos comerciais
  • Desenvolvimento das indústrias
  • Aparecimento de uma economia de mercado
  • Aparecimento dos cambistas e bancos privados
  • Melhoria das condições de vida dos aldeãos, senhores e reis...abalando o sistema feudal

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Bem-vindos



Bem-vindos ao novo ano que agora começa. Temos um longo caminho a percorrer. Às vezes ele vai ser cheio de espinhos, outras vezes irá parecer que andam sobre as nuvens (isto normalmente acontece na primavera).

A história não tem que ser monótona e empoeirada. Está nas vossas mãos tornarem-na viva e interessante. Têm a oportunidade com a entrevista que deverão fazer a Dante Alighieri.

Conforme vos tinha dito, aqui vos deixo uns exemplos de bibliografia:

(um só autor) JANSON, H. W. – História da Arte. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1982

(mais que três autores) FROIS, João Pedro [et al] – Educação Estética e Artística: Abordagens transdisciplinares. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 2000

(artigo em revista) MINEIRO, Clara – “Mas as peças não falam por si?! A importância dos textos nos museus.” Museologia.pt. [Lisboa] Instituto dos Museus e da Conservação, (Maio 2007) 68-75

Dúvidas?

sábado, 8 de setembro de 2007

Golfinhos do Sado

A pausa pedagógica está mesmo mesmo acabar. Espero que já estejam preparados para o novo ano lectivo. Aqui vos deixo uma imagem captada hoje no Sado, como nostalgia do Verão.

domingo, 29 de julho de 2007

O Tapete Oriental em Portugal


Para quem ainda não rumou a banhos para outras paragens, aqui fica uma sugestão para a próxima terça-feira às 19h.



O Tapete Oriental em Portugal

Tapete e Pintura, séculos XV-XVIII

Museu Nacional da Arte Antiga
31 de Julho a 18 de Novembro

É a primeira vez que se organiza uma exposição dedicada à história dos tapetes orientais em Portugal e, simultaneamente, ao inventário e significado da sua representação na pintura portuguesa da época moderna.O percurso expositivo, estruturado por quatro núcleos fundamentais (Península Ibérica, Turquia, Pérsia e Índia), define os territórios de produção desses objectos excepcionais e muito apreciados no conforto aristocrático e conventual, apresenta uma ampla recolha dos tapetes remanescentes e associa-os à sua própria imagem, como elementos de composição, numa série de pinturas dos séculos XVI a XVIII.O tapete oriental foi introduzido na Península Ibérica depois da conquista islâmica no século VIII. Lisboa teve uma produção própria, por artífices muçulmanos, até ao final do século XV. Por essa altura, os tapetes turcos com desenho geométrico, importados através de Veneza, alcançam uma crescente popularidade em toda a Europa e são considerados como símbolos de um gosto refinado e exótico, conferindo dignidade e prestígio aos seus possuidores. Com a descoberta da rota marítima para a Índia, os tapetes persas e indianos, com um novo desenho floral, começam a chegar cada vez em maior número ao mercado português e os tapetes de seda tornam-se o têxtil oriental de maior prestígio no comércio internacional. Os pintores europeus acompanham figurativamente essa presença sucessiva, concedendo ao tapete oriental um lugar de destaque nas suas composições, nomeadamente em cenas da vida da Virgem ou em retratos régios.A exposição, comissariada por Jessica Hallett e Teresa Pacheco Pereira, conta com importantes empréstimos de museu estrangeiros (Berlim, Washington, Philadelphia) e a colaboração de destacadas colecções nacionais, públicas e privadas.

(importado directamente do site do museu)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

anda não estou de férias...mas gostava!

Ainda não estou de férias... para provar aqui vos deixo algumas perguntas que me intrigam:
Porque gostamos de algumas obras de arte e outras nos causam mal-estar?
E porque compramos postais dessas obras que gostamos?
Será que há obras de arte com "poder" para nos deixar bem dispostos?


terça-feira, 19 de junho de 2007

exposição o véu da noiva





A não perder a exposição de Ana Vidigal e Ruth Rosengarten "O véu da noiva" no Palácio Anjos, em Algés.